Vento da Praia

Em frente ao mar, ela, parada.
O braço moreno esperando aquele que a alma desejava envolver num elo de carne e pelo. A voz doce ao pé do ouvido, a tranquilidade da outra alma, o corpo masculino, ele.
Teu cheiro flui no ritmo da brisa, bagunça meus cabelos. Te escondes por entre as madeixas dessa ilusão tu. Não se demore, a luz se vai, eu te espero.
Mas ele não foi.
Ele não veio, chorava. No escuro da praia, por entre o vento, vagavam soluços, perdiam-se.
E tudo ganhou aquele tom, pôr-de-sóis.
E tudo se dissipou no ar revolto, ilusão.
Era o que tinha, apenas, ela.
Hoje, pequenos redemoínhos, os soluços-fantasmas, a praia engolida pelo perdido. Sobre a areia se move uma saudade, escrevendo dor, registrando solidão.
Ali morreu um Amor...

Um comentário:

Lorena disse...

nossa, que lindo! acho que me identifico mais com essas postagens em que o amor não da certo...