Lábios carnudos, voluptosamente, movendo-se, deixando-se, às vezes, a língua se revelar por trás dos dentes brancos. Ele sabia que ela mordia forte, arrepiava-se, macia marca, invisível.
Armadilhas da evolução, como toda fêmea as utiliza, ela, puta e santa, jogava o jogo e ele seguia sem contestar, sentindo, confortavel, a lascívia fazer seu sangue percorrer pelo corpo e a natureza a se cumprir...e, depois, como estar absorto num delírio, rasgava suas vestes, respirava a feminina tez, sentia o calor vindo de dentro do corpo alheio, degustava a veludosa voz através do sussurado
...ela gemia, sorria, ele percebe um corpo cansado, agora, admira-a entre os fios de fumaça, a água escorrer pelas pernas, o banho, a santa.
Hoje sente-se purificado.
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