Igor.

Igor, crinos cachos, olhos profundos, personalidade volátil.
Ele sim, amor meu
e grande...
Meu umbigo rolando pela cama, Igor dentro de mim, de todas as maneiras. Intenso, amor meu por Igor. E agora, meu doce abrigo? Perdida estou, sala, sozinha, saudade.. e enxergando sinestesias. é espectro teu assombrando minha lembrança. é incenso cheiro de mel, entorpecendo, nós chapados, Igor, o que há de errado? convulsão, confusão, caixão.. perdi meu abrigo, juízo, Igor. Verdade bem que podia não ser, aquela praga, maldita cigana lendo minha mão, Amor na tua vida com céus e terras passarão, mas tua dor não passará..não, não passará.
cantiga dominical uníssona no amplo templo, tudo girando, choros, velas e Igor, me chamando, Igor no meu umbigo..um zunido no ouvido, escuridão. Sofrimento e sina sobre a Terra. Agonia. Um doce alívio, filho nosso, Igor.
Igor, crinos cachos, olhos profundos, filho nosso, futuro de ilusão.
Ainda aqui, sim
meu amor continua e agora cresce a cada dia...

...e cada dia mais sem Igor.

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