o vento forte que espalhava a chuva, molhava o chão de azulejos cor de marfim...as gotas misturavam-se ao pó e deixavam manchas no piso. Sentada, inerte ela observava o balançar das pequenas árvores de seu jardim. O temporal ñ apagou a claridade, e ainda havia uma penumbra denunciando que ainda era cedo... Cedo pra quê?
Com as pernas inclinadas sobre a mesa de centro, suas pupilas se dilatavam ao perceber a silhueta de coração que as folhas de buguevilhas tinham.. tanto tempo a observar as sutilezas nas plantas, tantas vezes as acariciava e nunca havia reparado nesse detalhe. Talvez via desenhos de coração em tudo, até no reboco que desgrudava da parede. Fechou os olhos como se fugisse e abria-os de sobressalto, como se tivesse sido pega!..o cheiro da água pura, terra molhada e um bichinho movia-se invisível aos olhos...
Sozinha de novo!..ansiou por aquele momento...liberdade na sua mão esquerda!
mas faltava uma coisa...e ela ñ sabia o q..
Pensou q dizendo ñ pra tudo, iria receber de volta aquilo q tinha, mas nem sabia o nome, nem definir, nada!...jogo perdido; entregou suas esperanças valiosas pro larápio... tarde demais... nada volta, nunca!!!
Um comentário:
adorei esse, pra mim é o melhor. dá até pra te ver escrevendo...
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