se eu fechar os olhos
tua cara me aparece
pregada estática
nas paredes de minha memória
um olho teu diz que sim
o outro nada diz
teu canto da boca inclina
desperta teu cheiro aqui no meu lençol
ironia não?!
sem conseguir dormir
pregando os olhos e abrindo a muito custo
e te desejando um sono de bebê
a paz dos inocentes
no limbo tem confusão
somos todos inocentes..menos eu!
teus pêlos e o arrepio que sobe na minha espinha
o molhado da tua boca
misturado com meu mel
teu olho no meu, minha letra em teu ouvido...
... é.... vc conseguiu... e nem sabe
e nem te importa!!!
bate a porta, na minha cara descolada
os cacos ladrilham meu caminho.... [como nas canções de ciranda]
Tentando dormir, mas o sono não vem
minhas lembranças [só minhas] fazem travesseiro
incômodo sob minha cabeça
transas mágicas
numa tarde inteira troca de flúidos
no resto da semana, as tardes no fundo da cartola
o mágico é q tem sorte!
uma sinapse puxa a outra
num ritmo insano e tosco
mas o sono não vem
o sono não vem
não vem
...
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