....mas não deserta.
Cercada por outras ilhas muito mais perdidas, oscilando no oceano dos quadradinhos no calendário.
Tudo muda, de repente. E sempre é "de repente" que tudo muda... menos as transformações, nem a mais simplória delas.
Mas, como sempre, crente das coisas incertas, instáveis e instantâneas, a imaginação mistura o tédio com pesadelos. Vozes silenciadas, sorrisos reprimidos. Pudor. Um barulho de asas a bater me desperta na madrugada, várias e várias vezes... e eu nunca vi um anjo.
Somente ilhas, tão perdidas quanto eu e você, fazendo de conta que é assim mesmo, fingindo saber que existem possibilidades.
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