À menos de 22 horas atrás.

Fechada em um cubo de concreto e aço, que ocupa um espaço quadrado dentro de outros quadrados maiores... não é claustrofobia que lhe tira o ar, mas lembrar.
Massificante! As cortinas fechadas e o ar denso, estômago embrulhando a angústia.
Na dela.
Estática!
Disse que viu, de longe... ficou petrificada, de medo, de espanto, de ódio por não saber o que fazer diante do sórdido, do asco. Algo no olhar trincou diante daquela cena!
Os quadrados não são mais os mesmos agora... talvez nunca foram. Eles são rebocados de falso brilho, enfeitados por falsas esperanças de justiça e liberdade, e se transforma em espaços, como se num lampejo de ralidade paralela, todas Elas estivessem seguras.
E ninguém está! [disse a voz da polícia]
Apaga o texto, encerra a denúncia.
Desiste.
Fechada em um cubo de concreto e aço, que ocupa um espaço quadrado dentro de outros quadrados maiores... não é claustrofobia que lhe tira o ar, mas lembrar.


Nenhum comentário: