no espelho onde não me enxergo
me encho de perguntas
na rua onde não moro, no pensamento que não tenho
busco aquela parte que não me pertence
gargalhada sem som
estrela ou brilho ralo
óculos de lentes sujas é tudo embaçado...
aquilo q não sou, minha parte que não conheço
essência sem gosto ou dor de dente
latente é minha dúvida
uma incógnita sem equação relativa
de olhos fechados eu vejo
só não encontro as saídas
no nada bóia a minha inconstante leveza
insustentável é o brilho que todo mundo finge
nesse palco absudamente grande
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Um comentário:
continue mergulhando na filosofia, minha doce poetisa!
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