[in] Feliz idade [in] Feliz Cidade
Não pergunte pelas pessoas certas, pois hoje descobriram-se seus erros. As farpas que saem das línguas aveludadas furam a carne de quem outrora fora lambida; como picolés de cajá no sol vespertino de minha cidade infernal. Divago e vago a esmo pelas calçadas escaldantes; meus pés se enchem de bolhas e cansaso. Não existem sombras pelos meus caminhos, eu sempre pego a direção contrária. No rio deságua sangue e esgoto, minha cidade chora no mês de Agosto. De tempos em tempos, quando o céu se abre num azul celeste; eu fito a cruz no alto da escadaria, à noite, o centro da cidade aparenta tranquilidade. Mas os camburões estão rondando, limpando a cidade das pragas e lavando as mãos dos assassinos à beira do Parnaíba....
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