As árvores passam rápido pela janela da condução, o rádio grita qualquer música que arranha meu equilíbrio...
O quê que eu tô fazendo?
O quê que eu tô fazendo Aqui???
Lógico, indo pra um lugar, mas não um lugar qualquer.
Eu nem sei aonde devo descer, possso perguntar ao condutor... Deixo pra depois, ou melhor, deixo pra lá; eu sei onde vou, aonde descer... só não sei o que fazer, aliás até sei, mas... sei não!...
Descendo nessa avenida larga; nem parece minha cidade só pq não estou no meu setor!...Caralho, é tão estranho: essa vontade de dar meia volta, só pra provar pra mim mesma q o meu cérebro ainda comanda minhas pernas... vontade frustada, pq elas estão em sintonia com meu real Desejo....Só dobro na póxima rua, e, depois, na outra rua é a primeira casa.
Pôrra, viagem perdida!!!...Eu preciso censurar meu vocabulário e também meus Desejos..
Alguém me olha do outro lado da rua, analisa, mas não acena. Pra quê bandeira maior??? Só uma com um alvo enorme... De onde vem a flecha??????
O fruto ácido despertou minha saliva, que talvez por brilhar nos meus lábios, fizeram-os parecer suculentos..tanto quanto o fruto que eu, voluptosamente, mordi... A tarde passou rápido por entre os nossos cabelos, olhos, barba e bocas.. O suor pingou a hora de ir embora, o cheiro ficou perdido por entre os dedos de minha mão...vários cheiros que dos dedos somem, e repousam na memória.
No fim da tarde, essencialmente, diferente voltei pra minha origem, onde tudo é igual: as horas, carinhos [e carinhas], cor e sol... Mas ficou mais suportável as trivialidades nos delírios, escondidos nos pensamentos; revelados num arrepio indiscreto; num suspiro nada poético....
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